quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Obaluaê


É o Orixá que atua na evolução, sinalizando as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro. Desperta em cada um de nós a vontade irresistível de seguir adiante, de alcançar um nível de vida superior para chegar mais perto de Deus. A evolução é uma situação pessoal. Ninguém evolui no lugar do outro ou pelo outro. E o mais importante é que ninguém evolui de forma isolada; ninguém evolui sozinho. De origem Jejê, Obaluaiyê é o Deus das doenças, tais como a varíola, a peste e as doenças da pele. Trata também do interior, ajudando no funcionamento do organismo, nas dores que sentimos pelo mau funcionamento dos órgãos, por um corte, queimadura ou traumatismo. A ele devemos a nossa saúde. Obaluaiyê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo e reduz o corpo plasmático do espírito, até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno (feto). Rege a linha das almas ou corrente dos Pretos Velhos que traz a natureza medicinal de Obaluaiyê, orixá curador. Os pontos de forças regidos por este Orixá são os cemitérios ou campos santos, lugares sagrados para os povos de todas as culturas. São os pontos de transição do espírito quando deixa a matéria e passa para o plano espiritual.
No sincretismo religioso Obaluaiyê é considerado São Roque e São Lázaro.
As cores representativas de Obaluaiyê são o branco e o preto e suas guias de contas são nas cores preto, branco ou roxo escuro faixa na cintura roxo escuro. Os banhos deste Orixá variam de acordo com a doença ou problema do assistido (consulente), sendo ótimos para cura, energia e cicatrização.
Vibra nas energias irradiadas da terra, sendo portanto de magnetismo telúrico.
Relaciona-se ao chacra básico.
O Orixá que contrapõe é NANÃ. A oferenda para Obaluaiyê são velas brancas; vinho rose licoroso, água potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas; rosas, margaridas e crisântemos. Tudo depositado no cruzeiro do cemitério, à beira mar ou à beira de um lago.

Água de Obaluaiyê para a lavagem de cabeça (amaci): água de fonte, rio ou lago, com folhas de louro e manjericão maceradas e curtidas por três dias. Dia da semana: segunda feira. É homenageado em 2 de novembro.



Sincretismo São Lazaro.
Ervas para banho de descarrego: Alfavaca roxa, alfazema, babosa, barba de velho, Hortelã brava, manjericão roxo.
Amalá para Obaluaê: 7 velas bicolor preta/branca, água mineral, pipoca estourada com azeite de oliva servida em cesto de palha, flores brancas.
Frutas: mamão, melão, laranja, uvas verdes.
Local de entrega: Conga do terreiro, campina aberta.